Ato na Sé defende saúde pública e repudia reforma da Previdência

Em alusão ao Dia Mundial da Saúde que ocorrerá no próximo domingo, 7, movimentos populares e entidades sindicais foram às ruas do centro da cidade de São Paulo na manhã desta quinta (4) em defesa de um SUS público, universal e acessível e contra o desmonte do setor.

Além do ato político, os trabalhadores também instalaram uma tenda na Praça da Sé para dialogar com a população transeunte.

Secretário de Saúde do Trabalhador da CUT-SP, Wagner Menezes afirmou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) caminha na contramão das necessidades da população brasileira, com políticas voltadas à privatização. E lamentou o sucateamento do SUS, agravado no governo anterior pela Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto de gastos, comprometendo o financiamento por 20 anos em áreas essenciais para a população, como educação e saúde.

“Com Bolsonaro, poderá ser ainda maior o retrocesso e o desmonte do SUS se a população brasileira não se conscientizar sobre a importância de ir às ruas em defesa desse grande sistema de saúde”, disse Menezes.

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na cidade de São Paulo também participaram da mobilização. Eles criticam a decisão do prefeito Bruno Covas de transferir 31 bases exclusivas do Samu para pontos onde há outras unidades de saúde, como AMAs ou hospitais.

Essa mudança, de acordo com os trabalhadores, irá piorar as condições de trabalho e aumentar ainda mais o tempo de espera por uma ambulância na cidade de São Paulo.

Outros protestos na capital – Na Praça da Sé, os dirigentes sindicais reforçaram ainda a luta contra o fim da aposentadoria. Também na manhã desta quinta (4), na Praça Ramos, a CUT e demais centrais sindicais lançaram a campanha contra a reforma da Previdência, que inicia hoje com abaixo-assinado que irá percorrer todo o Brasil.

Fonte:  cut – 05/04/2019

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *