MPT alerta sobre perigo à saúde com exposição ao petróleo

Após reuniões nas últimas quinta (31) e sexta (1º) com representantes de órgãos de controle sanitário, entre eles a Secretaria de Saúde do Estado, através da Vigilância Ambiental e de Saúde do Trabalhador e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco faz novo alerta aos trabalhadores — remunerados e voluntários — sobre os perigos à saúde provenientes do óleo encontrado nas praias.

De acordo com informações apresentadas nas reuniões, mesmo ainda não se sabendo a composição química exata da substância, o perigo de intoxicação é alto, devendo o contato com o óleo somente ocorrer de forma protegida e profissional.

Segundo engenheiros de segurança do trabalho, os equipamentos de proteção individual (EPIs) devem seguir especificação apropriada. “Vimos muitos trabalhadores desprotegidos tocando o óleo, inclusive servidores públicos que estavam designados para a tarefa”, disse Adriana Gondim, uma das procuradoras que está compondo o Grupo de Trabalho do MPT em Pernambuco sobre o tema.

Os técnicos em segurança ocupacional recomendam que os EPIs sigam as seguintes especificações:

– Respiradores-purificadores de ar tipo peça semifacial 3M, com utilização de filtros químicos classe 1: 3M 6001; 3M 6002; 3M 6003 – vapores orgânicos e gases ácidos (CA: 4115)

– Calçado ocupacional de uso profissional, tipo bota PVC cano curto, impermeável, inteiro polimérico, confeccionado em policloreto de vinila (PVC), com resistência química, sem biqueira, propriedades antiderrapantes, resistência a óleo combustível (CA: 38200);

– Luvas em borracha nitrílica, sem revestimento interno; antiderrapante na palma, face palmar dos dedos e ponta dos dedos; punho reto, para proteção das mãos contra agentes abrasivos, escoriantes, cortantes, perfurantes e agentes químicos (álcoois primários (A), ésteres (I), bases inorgânicas (K), ácidos minerais inorgânicos (L), (CA: 31369);

– Protetor solar FPS 60+;

– Camisa manga longa com proteção solar FPU50+;

– Macacão impermeável, para proteção do tronco do usuário contra umidade proveniente de operações com o uso de água (CA: 27536);

– Capuz ou balaclava, para proteção do crânio e do pescoço do usuário (CA: 27763);

– Óculos de proteção, para cuidado dos olhos do usuário contra impactos de partículas volantes e contra raios ultravioleta (U6), (CA: 34.082).

Outras recomendações

O MPT também reforça que é primordial que o trabalho seja feito por pessoas com treinamento específico. “Cada vez mais observamos que o risco de contaminação pode afetar diretamente a saúde das pessoas, inclusive com graves efeitos crônicos, por isso a preocupação diante dos voluntários, que hoje são os mais expostos”, disse a procuradora. O órgão ainda lembra do suprimento de água potável suficiente para toda a jornada e do fornecimento de ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, com a função de comunicar e conscientizar trabalhador sobre os procedimentos e riscos do trabalho.

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