Com risco de colapso no SUS, médico defende fila única entre redes privada e pública em Minas

Com o risco iminente de o sistema de saúde pública de Minas Gerais colapsar, o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dirceu Greco, defende fila única, incluindo a rede particular, para a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado. Caso contrário, ele alerta que a população mais pobre e vulnerável pode morrer sem atendimento.

“Está passando da hora para uma proposta, que está ocorrendo para todos os lados, chamada de leitos para todos. Nesse momento, não dá para separar (leitos públicos e privados). Tem que ser fila única mesmo, tem que pressionar para que seja fila única, porque, senão, vamos ver de novo uma separação importante entre quem morre, que é principalmente o vulnerável, o mais pobre, com comorbidades e com dificuldade de ser atendido antes da pandemia, e a população que tem acesso e vai ter UTI no hospital privado disponível”, disse.

Itatiaia mostrou com exclusividade, no Programa Domingo Especial, que, com o avanço da covid-19, o Sistema de Único Saúde (SUS) de Minas Gerais pode entrar em colapso nesta quinta-feira (25). A projeção do esgotamento de leitos está em um gráfico feito pelos técnicos do Centro de Operações Especiais de Saúde (COES), que se encontra no site da Secretaria Estadual de Saúde de Minas (SES).

Além de defender fila única, Dirceu Greco pede que a população colabore, mantendo as medidas de isolamento social e tomando os cuidados necessários. “O primeiro passo correto mesmo é máscara e lavar as mãos, não precisa nem ficar esfregando com álcool em gel. Lave a mão na hora correta. A superfície é importante, mas a transmissão é primariamente de pessoa a pessoa. Então, uso de máscara inclusive dentro de casa. É importante que não faça aglomeração que não seja necessária: trazer amigo para casa ou fazer uma pequena festa. Não faça. Tem muita gente que está com pouco sintoma”, disse.

Greco acredita que Minas Gerais vive o momento mais sério da pandemia e lembrou que novos vírus circulam mais durante o inverno. “É uma época de muito cuidado”.

 

Fonte: www.itatiaia.com.br

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