Mobilização faz Bolsonaro revogar decreto lesivo à Saúde

Menos de 24 horas depois de, na calada da noite de terça, 27, ter editado decreto lesivo à saúde pública, Bolsonaro voltou atrás. O presidente da República queria privatizar as Unidades Básicas de Saúde.

O Decreto 10.530, pelo qual a construção e operação das UBSs dos Estados, Distrito Federal e Municípios ficariam a cargo da iniciativa privada, foi revogado ao fim da tarde de quarta, 28, pelo Decreto 10.533.

Além dessa concessão de contratos à iniciativa privada, o decreto permitia que as decisões fossem tomadas pelo Ministério da Economia, de Paulo Guedes, e não pelo Ministério da Saúde.

Repúdio – Para Victor Dourado, presidente do Sindicato dos Médicos de SP, havia risco real de privatização. “O SUS deixaria de ser universal, que é seu propósito, e a população mais pobre sofreria as consequências”, afirma.

Diesat – Para o coordenador-técnico do Diesat, Eduardo Bonfim, a tentativa de privatização coloca em risco a saúde pública. “O setor privado não garante serviço de qualidade às pessoas. O foco deles é o lucro. Não podemos aceitar calados mais desrespeito com a saúde da população”, diz Eduardo.

Conselho – O Conselho Nacional de Saúde (CNS) se manifestou contra o desmonte do SUS. Seu presidente, Fernando Pigatto gravou vídeo com duras críticas ao Decreto. Assista ao vídeo aqui.

Vitória – Após pressão da sociedade e, principalmente, do sindicalismo, o presidente da República editou o Decreto 10.533, revogando o anterior. Clique aqui e leia na íntegra

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