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Um trabalhador morre a cada 30 segundos devido à exposição a substâncias tóxicas no local de trabalho.

A informação consta de um informe do relator* de direitos humanos sobre produtos tóxicos.  No informe divulgado esta quinta-feira, em Nova Iorque, Bascut Tuncak apela a esforços a nível global para proteger a saúde dos trabalhadores e das comunidades nos locais da intoxicação.

Morte 

O documento já foi apresentado no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, e destaca casos de vítimas de poluição tóxica na área japonesa de Fukushima Daichi e de morte de crianças, mulheres jovens e idosos nos Estados Unidos.

O especialista reitera os apelos que já foram feitos aos governos a darem maior atenção à poluição atmosférica e à contaminação por alimentos e substâncias tóxicas. Tuncak propõe uma negociação de “uma nova estrutura” para lidar com o problema em todo o mundo.

O relatório indica que o número de vítimas fatais devido à poluição é maior do que as do HIV/Sida, tuberculose e malária combinadas. A contaminação do ambiente mata 8 milhões de pessoas por ano, o equivalente a uma em cada nove mortes.

Ao todo, são 4,2 milhões de pessoas que durante esse período  perdem a vida devido à poluição do ambiente e 3,8 milhões pela exposição à fumaça de fogões e de combustível.

De acordo com o informe, trabalhadores são explorados sendo expostos a níveis elevados de substâncias químicas tóxicas e outras substâncias perigosas. Por ano, mais de 2 milhões morrem de doenças ocupacionais e quase 1 milhão por serem expostos a substâncias tóxicas.

O relator disse acreditar que os dados disponíveis sobre as mortes, doenças e deficiências provocadas pela poluição estejam ainda abaixo da realidade.

Para o relator, uma das razões que contribuem para esse impacto adverso da contaminação é a transferência de indústrias poluidoras, atividades e cadeias de suprimento de países desenvolvidos para nações em desenvolvimento.

Graças ao avanço de tecnologias e metodologias se compreendem melhor os impactos adversos de substâncias e resíduos perigosos e foram revelados equívocos sobre essas exposições.

Perigo

De acordo com as novas descobertas, bebês em todo o mundo nascem “pré-poluídos”.

O relatório destaca que mais de 200 substâncias perigosas foram detetadas nos cordões umbilicais e na placenta, incluindo elementos tóxicos de produtos de consumo, embalagens alimentos e poluição do ar.

De acordo com o informe, as crianças não somente as únicas expostas a substâncias com toxicidade conhecida e desconhecida de várias fontes em períodos sensíveis, mas também são expostas em níveis mais altos do que os adultos.

Milhões de menores de idade deixam de ter seu desenvolvimento máximo por causa da exposição a substâncias perigosas antes mesmo que possam começar a exercer seu direito fundamental de serem ouvidas.

 

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